segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ballet Clássico - Agrippina Vaganova e o Método Vaganova

O Método Vaganova é um método de ensino de ballet clássico que foi desenvolvido por Agrippina Vaganova. Ela criou um programa de estudos para melhor ensinar a arte do Ballet Clássico.

Suas origens são derivadas de métodos de ensino dos instrutores do Imperial Ballet School.

Em 1948, Vaganova autora do livro “A Fundação Para Dançar” (mais conhecido como “Princípios Básicos da Dança Clássica Russa”). O livro apresenta as suas ideias sobre a técnica do ballet e pedagogia.

Vaganova foi uma estudante na Escola de Ballet Imperial de São Petersburgo, formando-se em 1897 para dançar profissionalmente no Ballet Imperial Russo. Aposentou-se em 1916 para seguir uma carreira docente. Após a Revolução Russa de 1917, ela voltou para a escola como professora em 1921, embora até então tinha sido re-estabelecida na Escola Coreográfica de Leningrado pelo governo soviético. O Ballet Imperial Russo também foi desmantelada e re-estabelecido como o Ballet Soviética.

Como professora, Vaganova planejou seu próprio método de formação de ballet clássico, fundindo elementos dos métodos francês, italiano e outras, bem como as influências de outros bailarinos russos e professores. Este método tornou-se conhecido mundialmente como o método Vaganova formando alguns dos bailarinos mais famosos da história.

Nos trinta anos que passou ensinando balé e pedagogia, Vaganova desenvolveu uma técnica precisa e um exigente sistema de ensino. Princípios do método Vaganova incluem o desenvolvimento de menor força e mais plasticidade dos movimentos dos braços, dando foco na força necessária, flexibilidade e resistência para o Ballet. Muito de seu trabalho concentrou-se na capacidade do bailarino para executar um Pas de Deux clássico e as habilidades necessárias para tal desempenho. Em termos de formação pedagógica, a atenção foi na precisão da instrução de um professor, o deixando extremamente apto para ensinar perfeitamente o método.

Após a morte de Vaganova, em 1951, seu método de ensino foi preservado pelos instrutores, como Vera Kostrovitskaya. Em 1957, a escola foi renomeada a Academia de Ballet Vaganova, em reconhecimento das suas realizações. Hoje, o método Vaganova é o método mais comum de ensino de balé da Rússia. É também amplamente utilizado na Europa e na América do Norte. A Academia de Ballet Vaganova continua a ser a escola associada do ex-Ballet Imperial Russo, embora agora é conhecido como o Ballet Mariinsky.

sala-de-aula-de-ballet-vaganova

O Método Vaganova

Vaganova enfatizou a dançar com o corpo inteiro, promovendo a movimentação harmoniosa entre braços, pernas e tronco. Ela acreditava que o tronco é a a parte inicial de todos os movimentos, de forma que o tronco da dançarina teve ser reforçado. Um exercício que ela prescreveu para esta área era a de fazer séries de plies com os pés na primeira posição, que é uma espécie de arco, feito quando os pés são virados para o lado. É uma prática difícil para a maioria das pessoas a de equilibrar e controlar seu movimento ao fazer isso, mas isso levou bailarinos extremamente fortes a desenvolver os músculos abdominais e das costas, o que ajudou em todos os seus outros movimentos.

plies-vaganova

Este método é plasticamente harmônico de movimentos e da expressividade dos braços, na flexibilidade, ao mesmo tempo tem um corpo forte, firme na colocação natural da cabeça, esses são os traços distintivos do “Vaganova School“.

Além de analisar o posicionamento dos pés dos bailarinos, Vaganova dava atenção detalhada para a colocação dos braços durante o movimento. Ela acreditava que os braços de um bailarino não deveriam simplesmente decorar um movimento, mas sim ajudar o bailarino nos saltos altos e nas voltas. Este método é visível na técnica de Mikhail Baryshnikov, bailarino do século 20 que é conhecido por seus saltos aparentemente impossível no ar, muitas vezes sem qualquer preparação aparente. Baryshnikov usava seus braços para criar sustentação em seu corpo, sem flexionar as pernas para empurrar o chão, um traço comum a todos os bailarinos formados no método Vaganova.

Ao invés de confiar na intuição e improvisação durante as aulas, Vaganova rigorosamente planejava cada aula de antemão. Assim, suas aulas tinham uma evolução aparente, tendo bons bailarinos através de sequências difíceis e interessantes. Além disso, ela fazia questão de explicar as razões de cada exercício, para que os alunos não só podiam fazer os exercícios necessários, mas também poderiam descrever a forma correta e explicar o propósito do exercício. Além disso, muitas vezes ela pedia aos estudantes para descrever, por escrito, por que uma etapa não foi executada corretamente, que os ajudou a compreender o que estavam fazendo de errado e como corrigir suas falhas.Vaganova também ativou a criatividade entre seus alunos, pedindo-lhes para criar novas combinações de passos que tinha aprendido nas suas aulas.

Vaganova foi chefe do Estado-Teatro Acadêmico de Ópera e Ballet Mariinsky, de 1931-1937. Ela continuou a usar a tradição clássica, mas também apresentou coreografias inovadoras, incluindo uma versão totalmente nova do Lago dos Cisnes. Ao mesmo tempo, o ballet tradicional estava sendo atacado por ser muito conservador e criativamente estagnado. Vaganova conseguiu mudar esse conceito, mas ela não abandonou a tradição clássica, sustentando que o novo estilo deveria retirar os exercícios clássicos, e que a dança deve fluir refletindo a emoção e o comportamento humano. A escola russa de dança que cresceu a partir de sua influência criando aulas e turmas avançadas, com ótima técnica e conscientes de cada movimento. Ela também se concentrou no núcleo força e movimentos que eram complexos, ágeis, diversificados, amplos, e rápidos. Os braços e a cabeça, longe de serem meros apêndices decorativos, são partes integrantes do movimento do corpo como um todo, e criou a estabilidade do corpo, força, vida, extensão e aparência.

Vaganova treinou um grande número de bailarinos talentosos e bem sucedidos, incluindo Marina Semenova, Kamkova Natalia, Ulanova Galina, Mungalova Olga, Vecheslova Tatyana, Kolpakova Irina, Balabina Feya e Natalia Dudinskaya. Ela também tinha grande influência sobre bailarinos através de seu livro, “Princípios básicos do Ballet Clássico, que foi publicado em 1934 e que se tornou o padrão para todo o ensino de balé soviético.

Vaganova morreu em Leningrado, em 5 de novembro de 1951, mas seu legado de bailarinos formados e professores se manteve e continua a influenciar o ballet até hoje. Como professora, Vaganova foi gentil e encorajadora, mas também exigiu precisão, atenção aos detalhes, concentração e trabalho duro. Ela incentivou seus alunos a aprender constantemente!

Como escolher uma boa escola de ballet para sua filha (o)?

Essa é uma dúvida muito frequente entre as mães não-bailarinas que querem matricular uma criança ou adolescente numa escola de ballet.

Pois bem: aqui vão algumas dicas:

1- Sobre a estrutura:

O mais importante numa sala de ballet, jazz, contemporâneo e outras danças em geral é o piso. Quanto mais tempo a pessoa for passar dentro dessa sala tanto maior a importância do piso adequado. Ele deve ser de madeira para melhor absorção do impacto e NUNCA de concreto. Se for apenas madeira (compensado, mdf ou assoalho) é fundamental ter sempre aos pés uma caixa de breu. Ele é usado para não escorregar demais. O que os bailarinos gostam mesmo é que esse piso seja revestido de linóleo, que se trata de um emborrachado próprio para dança. Veja maiores informações aqui: http://www.dancabrasil.com.br/resultadobusca.php?categoria=6

Verifique outras questões como as barras, ventilação, iluminação, vestiários, baheiros, armários etc.




2- Sobre o profissional:



Não importa se a escola tem nome! Procure saber quem é o professor que dá as aulas. Qual sua formação, há quantos anos leciona, qual o método que usa... Assista a uma aula.


3- Sobre a aula:

Assista a uma aula e pergunte ao professor sobre o plano de curso, o que vai ser aprendido, como é dividida, quais as músicas que ele usa, quanto tempo será dedicado a ensaios. Procure saber se essa turma é adequada à idade da sua filha ou filho.


4- Sobre o método:



Pergunte à recepcionista ou à professora se a escola prepara para os exames de algum método. Veja se o certificado que a escola emite é válido ou é apenas um papel impresso em computador. Eu particularmente não acredito que o principal seja o método utilizado pois mesmo nas melhores escolas existem professores desqualificados. Um bom professor é que faz toda a diferença!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Para quem tem dificuldades para aprender os passos de ballet

Posições e Passos -Demi-plié (pronuncia-se "demipliê"): Pode ser feito em todas as posições de pés. Os joelhos são flexionados até o máximo que a pessoa conseguir, desde que acompanhe a linha dos pés, sem tirar os calcanhares do chão. Serve para dar impulso aos saltos e a outros passos.

Tendu (pronuncia-se "tandi"): Uma das pernas fica esticada à frente, ao lado ou atrás do corpo. As duas permanecem viradas para fora, e os ossos dos quadris ficam sempre em linha com os ombros.

Arabesque: Uma perna esticada atrás do corpo. A outra perna, pode estar esticada ou não. Os ombros e os quadris devem estar virados para frente.

Passé (pronuncia-se "passê")O pé passa pela perna que está como apoio até chegar à altura do joelho. Forma a posição de um número "quatro” no ar. As duas pernas permanecem viradas para fora.

Attitude (pronuncia-se "atitide"): Uma das pernas fica no ar, ligeiramente dobrada, e a outra fica como apoio. As pernas devem ficar viradas para fora (a coxa da perna que está no ar fica levantada, com o joelho apontando para o lado).

Pirueta: Pode ser feita em várias posições, como no "passé", "arabesque"e "attitude". A perna de apoio deve estar firme para que o giro saia no lugar. Os braços e a cabeça ajudam a dar o impulso.

Sissone: É um Salto em que as duas pernas ficam abertas no ar, enquanto o corpo se desloca na direção desejada. O impulso sai do "demi-plié", e as duas pernas saem do chão ao mesmo tempo. Pode ser feito para frente ("en avant"), para trás ("en arrière") ou para o lado ("à la second").

As Principais Posições dos Pés Em todas as posições, os pés ficam para fora (posição "en dehors"), o que depende de as coxas e os joelhos estarem virados. Esta abertura parte do quadril.

Primeira PosiçãoCom os calcanhares juntos, os pés ficam abertos um para cada lado, em linha reta. Os joelhos seguem a linha dos dedos dos pés.

Segunda PosiçãoPartindo da primeira posição os pés ficam afastados entre si por uma distância aproximada de um pé.

Terceira PosiçãoCom os pés virados para fora, o bailarino coloca um pé na frente do outro, unindo-os. O calcanhar do pé da frente fica na metade do pé de trás.

Quarta PosiçãoCom os pés cruzados e afastados, um pé fica na frente do outro. Imagina-se que há um pé em posição natural entre eles.-

Quinta PosiçãoComo na terceira posição, os pés ficam unidos uma na frente do outro. O calcanhar de um pé toca os dedos do outro pé.

As Principais Posições dos Braços Existem outras posições de braços, que partem das posições descritas aqui. Seus nomes variam de acordo com os métodos usados hoje são de origem inglesa, russa e cubana.

Primeira Posição"Braços abaixados". Como se estivesse segurando uma melancia, as mãos ficam próximas uma da outra e quase tocam as pernas.

Posição Preparatória Os braços e as mãos ficam na altura do estômago, arredondados, como se segurasse uma grande melancia. Os cotovelos ficam virados para fora.

Segunda Posição Os braços ficam ao lado do corpo, levemente arredondados. As mãos acompanham a linha dos braços.

Quinta PosiçãoOs braços ficam arredondados, ligeiramente à frente da cabeça.

AADÁGIO - Derivado do italiano – lentamente.a) qualquer dança ou combinação de passos feitos para a música lenta;b) série de exercícios efetuados durante a aula com o fito de desenvolver a graça, o equilíbrio e o senso de harmonia e beleza das linhas;c) parte dos pas de deux clássicos dançados pela bailarina e seu partner. Chamado pelos franceses de Adage.

ALLEGRO - Palavra italiana derivada do latim Alecer (vivaz).a) qualquer dança ou combinação de passos feito para uma música de tempo rápido ou moderado;b) parte da aula que segue o Adágio;c) todos os passos rápidos, como saltos, bateria etc., em balé, são parte do Allegro.

APLOMB - Aprumo. Dá-se o nome de Aplomb à elegância e ao controle perfeito do corpo e dos pés, conseguido pelo bailarino ao executar o movimento.

ARABESQUE - Arabesco. Palavra originária do árabe significando ornamento.Posição na qual o peso do corpo é sustentado numa só perna, enquanto a outra se encontra esticada para trás, geralmente no ar e com os braços dispostos de maneira harmoniosa.Esta posição apresenta variações tais como:1.. o pé que sustenta o corpo pode estar totalmente apoiado no chão, na meia ponta, ou na ponta;2.. a perna que sustenta a pose pode estar ou não flexionada;3.. a posição do corpo pode estar alongada (allongée), ou inclinada (penchée);4.. também os braços sofrem alterações, sendo eles que determinam as qualificações dos arabesques.

BBALANCÉ- ou Pas de Valse - Balanceado. É um passo balanceado em ritmo de valsa. O bailarino dá um passo ao lado com uma perna, trazendo a outra para trás desta, com o joelho meio dobrado e a meia ponta no chão; em seguida, transfere o peso do corpo para a perna de trás e logo em seguida para a da frente, sem mudar a posição de ambas.Pode ser feito também cruzando-se a perna em frente ou dando-se o passo para frente ou para trás, em vez de ao lado.

BALLET - Balé. Derivado do italiano ballare (bailar). É um conjunto de passos de dança executados em solo ou em grupo. Balé reúne, na sua maioria, várias artes, tais como música, pintura (cenários e figurinos), arte dramática (mímica e interpretação), com a dança na sua forma clássìca ou moderna.

BASQUE, PAS DE- Passo de basco. Passo cujo nome indica sua origem. Foi introduzido no balé clássico por Maria Camargo (1 710-1770). Pode ser glissé (deslizado) ou sauté (saltado), en avant (para frente), ou en arrière (para trás).

BATTEMENT – Batida, pancada. Termo genérico designando certos exercícios e movimentos da perna e do pé, executados sob a forma de batidas. Basicamente, em balé, o termo battement significa a extensão total ou parcial da perna e do pé e seu retorno à posição inicial.

BATTU – Batido, golpeado. Este termo, ainda que relacionado a qualquer passo, mantém-se inalterado, significando apenas que o bailarino bate as pernas durante a sua execução. Por exemplo, um assemblé battue é um assemblé comum, porém com uma batida das pernas no ar.

BOURRÉE, PAS DE – Bourrée é o nome de uma dança folclórica das províncias de Auvergne e Berri. Sua conexão com os pas de bourrée do balé clássico é obscura, tendo sido introduzido com certa estilização, por alguns coreógrafos contemporâneos. É um passo de locomoção em geral com três movimentos das pernas, feitos em qualquer direção.

CCHAT, PAS DE – Passo de gato. Passo em que o bailarino, começando de 5a posição, levanta a perna de trás num retiré, estando em demi-plié na perna de sustentação, pula lateralmente sobre a perna levantada, ao mesmo tempo em que levanta a outra em retiré e fecha 5a no demi-plié. O pas de chat italiano é feito com as duas pernas dobradas no ar ao mesmo tempo.

CONTRETEMPS - Contratempo. Passo composto de um coupé chassé, temps levé, chassé passé. 5a posição, direita em frente; coupé com a perna esquerda, chassé en avant com a direita, um temps levé sobre a perna direita, com a esquerda atrás em arabesque, e um chassé passé com a esquerda terminando em 4a allongée, com o peso sobre a perna esquerda em demi-plié e a direita atrás em degagé a terre.

COREÓGRAFO - Do grego Khoros (danÇa) e grapho (escrita), designa a pessoa que cria um balé; os passos e danças que, em seqüência, formam um balé. No princípio do século XVIII, este termo significava "anotador de dança"; como em geral era este quem também criava os passos do balé, a palavra passou a cobrir ambas as atividades. Quando desapareceu a arte de escrever os balés, o termo coreógrafo passou a significar apenas "criador de balé".

COREOGRAFIA - Termo usado no século XVlll para designar a arte de "anotação de danças" e que agora significa "seqüência de passos e movimentos que compõem um balé".

COTÉ, DE - Ao lado. Não é um passo; este termo, quando adicionado a qualquer passo ou exercício, significa que este deve ser executado ao lado.

CROISÉ - Cruzado. Uma das oito direções do corpo do bailarino em relação ao palco e ao espaço circundante.

CROIX, EN - Em cruz. Fazer qualquer exercício en croix significa executá-lo em frente, ao lado, atrás e de novo ao lado.

DDANSEUR NOBLE - Bailarino nobre. Nome em geral usado para designar a primeira figura masculina de um balé, o herói romântico, como o tenor numa ópera.

DANSEUR, DANSEUSE - Bailarino, bailarina.

DANSE DE CARACTERE - Dança folclórica ou a caráter.

DEBOULÉS - Rolar. Pequenos tours, em geral feitos em séries, em que o bailarino executa pequenas voltas, transferindo o peso do corpo de uma perna para outra. O mesmo que CHAINÉS.DEDANS, EN - Para dentro. Indica que: (a) o movimento da perna é feito numa direção circular de trás para frente; (b) uma pirueta é executada girando para o lado da perna de sustentação.

DEGAGÈ- Afastado. Posição em que o bailarino se encontra sobre uma perna, com a outra afastada, ponta esticada, em frente, ao lado ou atrás. 0 degagé pode ser à terre, com a ponta tocando o chão, ou en I'air, com a perna levantada a meia ou grande altura.

DEHORS, EN - Para fora. Indica que: (a) o movimento da perna é feito em direção circular da frente para trás; (b) uma pirueta é executada girando-se para o lado da perna que levanta do chão.

DEMI - Meio, metade. Qualquer posição ou passo efetuado de maneira pequena ou pela metade.

DEMI POINTE - Meia ponta, ou seja, sobre a sola dos dedos dos pés.

DERRIÈRE - Atrás. Qualquer passo, exercício ou posição executados atrás, isto é, com a perna fazendo o movimento atrás da outra ou então fechando atrás.

DESSOUS - Embaixo. Qualquer passo executado com a perna de ação passando atrás da outra.

DESSUS - Em cima. Qualquer passo que quando executado, a perna que comanda a ação passa na frente da outra.

DEUX, PAS DE - Passo de dois (ou passo a dois). Uma dança para duas pessoas.

Grand pas de deux, nome dado nos balés clássicos para os pas de deux feitos pela primeira bailarina e pelo primeiro bailarino, destinado a mostrar sua virtuosidade, e em geral consistindo de entrada, adágio, variação para a bailarina, variação para o bailarino, concluindo com uma Coda.

DEVANT - Em frente. Termo relacionado a qualquer passo ou exercício que é executado em frente, isto é, com a perna fazendo o movimento em frente da outra, ou então fechando na frente.

ECARTÉ - Separado. Uma posição do corpo, oblíqua para o público, na qual o braço e a perna estão estendidos no mesmo plano vertical e diagonal como o resto do corpo. As outras posições do corpo são en face, croisé, ouvert (ou effacé).

ELEVATlON - Elevação. A altura dos saltos do bailarino. Termo aplicado a todos os movimentos aéreos, isto é, feitos no ar, com pequenos ou grandes saltos.

ENCHAINEMENT - Encadeamento. Qualquer combinação de vários passos numa aula é um enchainement.

EN FACE - De frente. Uma das direções do corpo, quando o bailarino está bem de frente para o público.

ENTRECHAT – Termo provavelmente originado do italiano cabriola intrecciata, ou seja, cabriola cruzada. Um salto no ar de 5a posição em que o bailarino , no ar, cruza as pernas uma, duas ou três vezes.

FFOUETTÉ - Do termo francês fouetté (chicote). Devido à grande diversidade dos vários passos, tanto da barra, de adágio e de allegro, denominados fouettés, é todo movimento seco (chicoteado) executado pela perna, ou pela perna e corpo, quando este faz um movimento, virando para o lado contrário da perna.

JETÉS – Jogados. Passo de allegro. São diferentes tipos de saltos. Pode ser petit jeté, jeté ordinaire, grand jeté, grand jeté en avant, grand jeté en tournant, jeté passé, jetés battement, jetés elancés e, na escola russa, ainda o jeté fermé.

MÁITRE-DE-BALLET, MAITRESSE-DU-BALLET OU CHEFE DO BALÉ - É o responsável, junto ao coreógrafo, por manter e remontar, quando necessário, a obra, respeitando sua autenticidade, qualidade técnica e artística. O maitre-de-ballet também dá aulas à companhia cuidando da unidade de trabalho e estilo que estão sob a sua responsabilidade.

MANÉGE - Picadeiro, indica a forma em que o bailarino executa os tours, quando estes são feitos ao redor do palco, como se circundasse um picadeiro imaginário.

MARCHÉ, PAS - Passo marchado ou andado. Um passo comum, feito com o pé esticado, colocando-se primeiro no chão a meia ponta e em seguida o calcanhar.PPAS - Passo. Um único movimento de perna, quando no ato de andar ou dançar.

PIROUETTE – Pirueta. Uma volta inteira do corpo executada sobre uma perna (na ponta ou meia ponta), enquanto a outra está dobrada, com o pé em frente ao joelho da perna de sustentação. Quando a volta é feita para o lado da perna que levanta, a pirueta é en dehors; quando a volta é para o lado da perna de sustentação, a pirueta é en dedans.

PLIÉ - Dobrado. Flexão dos joelhos. Um exercício que compõe quase todos os outros da barra.

PORT DE BRAS - Movimento dos braços.

PROFESSOR (A) - É aquele que ensina em diferentes níveis aos alunos a técnica da dança, desde seus princípios básicos até o nível profissional, dependendo de sua capacidade.

PROMENADE - Passeio, uma volta lenta dada sobre um pé (toda a planta no chão ou na ponta, neste último caso com a ajuda de um bailarino), enquanto a outra perna está numa dada posição (arabesque, por exemplo). Devem-se tomar como eixo os dedos do pé, enquanto o calcanhar vai executando uma volta completa em torno dele (o eixo).

QUATRE, PAS DE - Passo de quatro. Uma dança para quatro pessoas. Numa coreografia pode haver solos até para dez pessoas, homens e mulheres. Depois desta quantidade já é considerado Corpo de Baile.

REPETITÉUR (ENSAIADOR)É o assistente do maitre-de-ballet, ensaia as diversas partes da obra, variações, solos, grupos, corpo de balé e é também professor categorizado.

TTOUR - Volta. O mesmo que pirueta. Em geral as grandes piruetas são mais comumente chamadas tours. Exemplo, pirueta en attitude ou tour en attitude. Também as que são feitas em séries, como o tour piqué.

TOUR EN L'AIR - Volta no ar. Em geral, passo para o bailarino homem. Saindo de 5a posição (ou qualquer outra, em geral 2a ou 5a) no demi-plié, o bailarino dá um salto para cima com as pernas bem juntas ao mesmo tempo em que vira uma ou mais voltas no ar com o corpo.

TOURNANT, EN - Virando. Adicional aos passos que podem ser feitos com uma volta do corpo. Como, por exemplo, o assemblé soutenu, que pode ser simples (sem a volta) ou en tournant.

TROIS, PAS DE - Passo de três pessoas. Variação de dança feita por três bailarinos, em geral duas moças e um rapaz.

VALSE, PAS DE - Passo de valsa. O mesmo que balancé.

Balé, ballet ou balê ?

Estava lendo a "Wikipedia" e li a seguinte definição : "Balé, ballet ou balê, é o nome dado a um estilo de dança e a sua performance. O termo deriva do italiano ballare que significa bailar. Os princípios básicos do balé são: postura ereta; uso do en dehors (rotação externa dos membros inferiores); verticalidade corporal; e simetria."

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Os Benefícios do Ballet Clássico

"Dançar para não sair dançando.

Maiara Dornelles


Ser adulto hoje em dia não é mais desculpa para não dançar. Balé para adultos iniciantes é uma modalidade que além de estar crescendo está se especializando cada vez mais. Agora antes de usar a idade como bengala é melhor se informar mais.

A democratização do Balé clássico está cada vez mais forte e a procura está cada vez maior também. A turma de iniciantes é para quem nunca fez balé antes ou fez quando era muito pequena. Cada aluna trabalha no seu limite e na sua maneira porque o dilema das aulas é diversão, todas estão na aula para se divertir fazendo algo que gostem e para desestressar.

A dança é um dos exercícios mais completos que existem. Uma pesquisa feita no Reino Unido constatou que o balé é o exercício mais completo que existe. De dez medidas de condicionamento físico o balé clássico mostrou sete resultados melhores que a natação. O professor de fisioterapia Tim Watson, da Universidade de Hertfordshire, analisou o condicionamento e o desempenho de membros do Royal Ballet com o de nadadores da seleção olímpica britânica. “ O objetivo não foi dizer qual é a atividade mais completa, e sim buscar as diferenças no perfil de condicionamento de cada atividade”, disse Watson em entrevista a um jornal brasileiro.

Os bailarinos do Royal obtiveram melhores resultados nos testes de flexibilidade e equilíbrio corporal. Outros quesitos que os dançarinos se saíram melhor também foram os saltos a distancia e altura, a porcentagem de gordura corporal e equilíbrio psicológico. Os nadadores ficaram à frente em resistência, força nos músculos das coxas e índice de massa corporal. Mas o balé trabalha os músculos e os fortalece de forma a não encurtá-los e deixá-los bem alongados alem deixar o praticante com melhor postura e a sensação de bem-estar e relaxamento.

O importante nas aulas de iniciantes é no momento em que a música clássica de Beethoven e Bach entrem na sala a melhoria da qualidade de vida dos alunos. Não é em vão que esta dança entrou na moda das atrizes globais como Alinne Moraes, Letícia Spiller, Carolina Dieckmann e muitas outras. Também, com tantos benefícios essa é realmente uma moda que veio pra ficar e sai perdendo quem não dançar.

Ser adulto hoje em dia não é mais desculpa para não dançar. Balé para adultos iniciantes é uma modalidade que além de estar crescendo está se especializando cada vez mais. Agora antes de usar a idade como bengala é melhor se informar mais.

A democratização do Balé clássico está cada vez mais forte e a procura está cada vez maior também. A turma de iniciantes é para quem nunca fez balé antes ou fez quando era muito pequena. Cada aluna trabalha no seu limite e na sua maneira porque o dilema das aulas é diversão, todas estão na aula para se divertir fazendo algo que gostem e para desestressar.

A dança é um dos exercícios mais completos que existem. Uma pesquisa feita no Reino Unido constatou que o balé é o exercício mais completo que existe. De dez medidas de condicionamento físico o balé clássico mostrou sete resultados melhores que a natação. O professor de fisioterapia Tim Watson, da Universidade de Hertfordshire, analisou o condicionamento e o desempenho de membros do Royal Ballet com o de nadadores da seleção olímpica britânica. “ O objetivo não foi dizer qual é a atividade mais completa, e sim buscar as diferenças no perfil de condicionamento de cada atividade”, disse Watson em entrevista a um jornal brasileiro.

Os bailarinos do Royal obtiveram melhores resultados nos testes de flexibilidade e equilíbrio corporal. Outros quesitos que os dançarinos se saíram melhor também foram os saltos a distancia e altura, a porcentagem de gordura corporal e equilíbrio psicológico. Os nadadores ficaram à frente em resistência, força nos músculos das coxas e índice de massa corporal. Mas o balé trabalha os músculos e os fortalece de forma a não encurtá-los e deixá-los bem alongados alem deixar o praticante com melhor postura e a sensação de bem-estar e relaxamento.

O importante nas aulas de iniciantes é no momento em que a música clássica de Beethoven e Bach entrem na sala a melhoria da qualidade de vida dos alunos. Não é em vão que esta dança entrou na moda das atrizes globais como Alinne Moraes, Letícia Spiller, Carolina Dieckmann e muitas outras. Também, com tantos benefícios essa é realmente uma moda que veio pra ficar e sai perdendo quem não dançar."

Fonte: http://www.dialogosuniversitarios.com.br/pagina.php?id=2761

Atrizes que aderem a esta moda: Alinne Moraes, Letícia Spiller, Carolina Dieckmann, Fernanda Freitas, Danielle Suzuki, Vitoria Frate, Tania Kalil, Danielle Winits, Claudia Ohana

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A falta de incentivo ao Ballet Clássico no Brasil

Por Nathália Brunelli e Paula Cruz

O Brasil é considerado um grande centro de profissionais do ballet clássico, mas sem público para essa arte, essa é uma dificuldade abordada pela bailarina Suzana Vilela, formada em dança pela Unicamp e professora de ballet clássico e dança contemporânea, ela fala que a formação do bailarino no Brasil é muito boa, mas esses talentos acabam tendo que ir pra fora do país por se sentirem muito limitados aqui. Ela comenta em entrevista (vídeo abaixo) sobre a falta de formação um público que aprecie essa arte, “…é a falta de formação de público mesmo, desde criança assim, nas escolas, nos bairros, tem gente que nunca viu dança.” Além disso, ela fala também sobre a desvalorização do ballet, a falta de grandes espetáculos e a carência de se investir em projetos culturais que mostrem essa arte.